
História do Projeto no Brasil
Imagine um grupo de adolescentes falando sobre Violência Sexual e Direitos Humanos. Falar de sexualidade, relacionamento familiar e namoro ainda não faz parte da vida de todos adolescentes, mas sem dúvida nenhuma esse assunto é extremamente importante, pois as mudanças são visíveis e saber lidar com elas é essencial.
Este projeto se iniciou em 2005, sendo então realizado pela Dra. Maria Fernanda J. C. Caliani (ex-Coordenadora Nacional em Saúde Reprodutiva e AIDS), na USF em que ela estagiava. quando ainda estudante. O projeto foi um sucesso e novamente realizado em 2006, desta vez por diversos comitês, com destaque para o projeto do comitê da FAMERP, em S. J. do Rio Preto. A partir de então o Peer se consolidou como um dos principais e mais eficientes projetos da IFMSA BRAZIL.
A Metodologia "Peer"
A metodologia da "Educação pelos Pares" é consagrada mundialmente para pedagogia nas mais diversas ´´areas do conhecimento. Em saúde, vem sendo amplamente utilizada e apoiada pela Organização das Nações Unidas / UNAIDS, como ferramenta fundamental no combate contra a AIDS em países subdesenvolvidos, especialmente em regiões dramáticas na África.
É chamada de "pelos pares" (peer) por que parte do princípio que, neste caso, são jovens ensinando jovens, em sua própria linguagem e numa postura de igualdade e cumplicidade. É uma troca constante de informações, promovendo uma integração e estabelecendo vínculos que potencializam ao extremo o significado do aprendizado, tanto para quem ensina, como para quem aprende.
Hoje, outros comitês permanentes vêm desenvolvendo atividades que utilizam da mesma metodologia, como o SCORP, em atividades para educação em Direitos Humanos, e o SCOPH, em atividades sobre Saúde Pública.
As Atividades
O público alvo varia para desde crianças de 9-10 anos e adolescentes de 15-18 anos. Recentemente têm-se explorado novos públicos, como o Peer Education na APAE, realizado com crianças e adultos portadores de deficiencias, entre outros.
As atividades são realizadas normalmente uma vez por semana, dependendo do comitê local, e cada classe de uma vez. Falamos sobre temas relacionados à vida destes adolescentes – sexualidade, auto-estima e comunicação, por exemplo. Ao final dos encontros, uma caixinha é passada para os alunos colocarem suas dúvidas anonimamente. Estas perguntas são lidas e respondidas posteriormente.
Nestes encontros, são realizadas dinâmicas diferentes e uma conversa aberta, o que leva à criação de grande vínculo com eles. É por isso que quem começa a participar de um projeto como este tem que ter em mente que deve levá-lo a sério e até o fim, já que os adolescentes sentem falta de cada um de nós quando faltamos.
Podem participar do projeto estudantes de cursos da área da saúde, principalmente Enfermagem e Medicina - sempre dependendo do comitê local - que estejam comprometidos com a educação e prevenção em saúde. Um certificado é dado ao final do projeto e, para quem quer realizar intercâmbio, são concedidos 10 pontos, como nos demais projetos.
Certamente é um projeto que exige grande esforço dos seus participantes, mas a recompensa pessoal e profissional é ainda maior.
Comitês Locais Realizadores: FAMECA, UFC, UEPA
Atualizado em 07/11/2011 - Equipe IFMSA Brazil